PROCISSÃO PEDINDO CHUVA

A Arquidiocese da cidade de São Paulo promoveu uma caminhada (antiga procissão), com os fiéis pedindo chuva a Deus. Foram 1500 pessoas e ao meio caminhava o arcebispo Dom Odilo Scherer que diz defender esta atitude como acontecia nas cidades do interior e do Nordeste. Lembrou bem o arcebispo, eu mesmo já presenciei na fazenda há 40 anos atrás, procissões deste tipo em busca de uma gota d'água do céu. Isso era tão comum que até música foi composta como a Pingo D'água com Tonico e Tinoco. Mas no meu entender, há um senão que o arcebispo deixou de "botar tento" como se dizia antigamente, que é o seguinte; quando se promovia estas procissões, o chão estava seco de dar dó, o gado magro, o capim ralo, a cisterna rasa, as minas diminuídas e a plantação miúda sem vontade de crescer que parecia até sofrer de "amarelão". Passamos por período igual à pouco tempo, mas nada foi feito, o arcebispo "dormiu no ponto". Agora, quando se organizava a procissão já caia água do céu, o que é quase uma redundância se redundância pudesse ser, pedir chuva já chovendo. Como não sou teólogo, não posso precisar se a atitude do arcebispo contrariou o mandachuva lá do céu, mas aconselho Dom Odilo a ter mais atenção nas coisas que do céu vêm.  



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