
(BAUNILHA MOÇA)
O trem que já vem
nunca vem
se já veio não sei
se outra vez vem.
Eita maldito trem
que prometeu vir,
trazer amor, carinho
um afago, uma brisa,
uma perna bonita,
uma água de cheiro
baunilha moça,
neste sertão maldito
de mato e pedra e pó.
Eu largo tudo e me perco,
sigo o trilho e te encontro
e te abraço e te beijo
moça bonita cheiro de baunilha.
E nunca mais me encontro.
(Zé Figueiredo)